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Martín Chambi: “Meu povo fala através das minhas fotografias”

Martín Chambi (1891-1973), de origem indígena, nasceu no povoado de Coaza, província de Puno, às margens do lago Titicaca, no Peru. Seu pai era funcionário de uma companhia inglesa de mineração e foi o maior responsável por incentivar Martín Chambi a não ser minerador e seguir seu talento de fotógrafo. Chambi teve como mestre Max T. Vargas até montar seu próprio estúdio em Sicuani. Chambi se dedicou a registrar a população nativa do Peru, principalmente as etnias Quéchua e Aymará, com uma abordagem diferente da forma exótica comum à época. Registrou a vida andina tendo seu trabalho reconhecido mundialmente pelo seu altíssimo nível técnico e artístico.

Em 1977, quatro anos após sua morte, os filhos Victor e Julia Chambi e o fotógrafo e antropólogo americano Edward Ranney catalogaram 14 mil negativos em placas de vidro do acervo do fotógrafo. Isso resultou em uma grande exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA), em 1979. A forte repercussão internacional levou essa mostra a circular por museus e universidades americanas, passando pelo Canadá e terminando na Photographer’s Gallery, de Londres.

Atualmente os originais de Chambi encontram-se no Archivo Fotografico Martín Chambi, em Cusco, instituição fundada e dirigida por seu neto Teo Allain Chambi que prima pela preservação e difusão da obra do avô. Martín Chambi é o primeiro fotógrafo de sangue indígena a retratar seu próprio povo com altivez e dignidade.

Eu tive a honra de visitar o Archivo Fotografico Martin Chambi com Adam L. Weintraub e um seleto grupo de fotógrafos. Nós fomos muito bem acolhidos pelo Teo Allain Chambi que nos mostrou grandes preciosidades de seu querido avô  Martín Chambi, o maior nome da fotografia peruana.

As fotografias do slideshow foram feitas dentro do  Martín Chambi Photographic Archive, em abril de 2014.
Mais informações: http://martinchambi.org/

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